Empresa familiar: seu negócio está preparado para a ausência do CEO da família?

Não há como evitar o momento em que a sucessão deverá ser enfrentada e discutida em uma empresa familiar.

Se antecipar ao assunto e avaliar com clareza se o empreendimento está pronto e preparado para enfrentar a ausência do CEO da família é determinante para a continuidade dos projetos.

O tempo passa e as pessoas alcançam idades em que não desejam mais conviver com os desafios da administração dos negócios, afinal, foram anos de trabalho e muita dedicação para que a empresa pudesse alcançar os resultados.

Além disso, o fenômeno da morte é natural e faz parte da realidade de todo ser humano, desde o dia do seu nascimento.

A importância desse assunto no Brasil é vital. De acordo com um estudo realizado pela PwC Brasil, 90% das empresas em nosso país possuem gestão familiar.

Segundo os dados, apenas 36% delas alcançam a segunda geração e o percentual cai para 7% quando se refere à quarta.

Neste post, apresentaremos detalhes sobre a preparação necessária que precisa ser trabalhada para o momento em que a empresa familiar for enfrentar a ausência do CEO no empreendimento. 

Continue a leitura e saiba mais a esse respeito!

Desafios da sucessão na empresa familiar 

São inúmeros os desafios na sucessão de uma empresa familiar, especialmente quando a definição de questões cruciais não é feita de forma antecipada.

O primeiro obstáculo diz respeito a quem irá assumir a liderança das operações, uma vez que, em muitos casos, não existe uma concordância por parte dos herdeiros a esse respeito.

Isso significa transtornos para a operação, especialmente quando o assunto não foi tratado de forma antecipada, sendo comum observar:

  • resistência às mudanças;
  • conflitos entre herdeiros;
  • desentendimentos que podem inviabilizar a operação.

Basicamente, a ausência de um planejamento é o grande motivador de situações que poderiam ter sido evitadas.

A importância do planejamento antecipado 

A empresa familiar precisa desenvolver um planejamento antecipado a respeito da sucessão, garantindo a longevidade dos negócios e a manutenção de um crescimento sustentável e próspero.

É fundamental que laços emocionais e responsabilidades profissionais sejam trabalhadas a esse respeito.

A partir de um planejamento sucessório bem estruturado, permite-se construir um processo que ofereça:

  • clareza e definições que estejam conforme a legislação;
  • metas de desenvolvimento;
  • criação de etapas do processo de transição.

Trata-se, portanto, de um processo de governança corporativa, evitando conflitos com fundos e familiares, alinhando o legado do CEO que estará se afastado das operações, garantindo o retorno financeiro para todos os envolvidos e gerando valor e continuidade dos negócios.

Desenvolvimento e preparação de herdeiros e sucessores 

Boas definições no planejamento sucessório, acompanhados de uma preparação adequada dos herdeiros e sucessores, é fundamental para que se possa alcançar sucesso nessa importante etapa de uma empresa familiar.

Para isso, não podem ser esquecidas algumas ações que devem fazer parte desse processo, quando se torna fundamental a realização de:

  • treinamentos;
  • apresentação das experiências vivenciadas;
  • educação financeira;
  • formação em governança.

A partir dessas ações, consegue-se preparar os sucessores para assumirem as lideranças das diversas áreas e negócios existentes, bem como eleger o novo CEO que possa conduzir o empreendimento com competência e maturidade.

Também é através desse processo que fica claro os objetivos e rumos que a empresa deverá perseguir, garantindo o desenvolvimento de estratégias que possibilitem o crescimento e competitividade junto ao mercado.

Estratégias de governança e apoio externo para empresas familiares 

O apoio externo, visando a preparação para o futuro, é uma excelente opção a ser adotada pela empresa familiar.

A experiência adquirida por profissionais que vivenciam essas situações no dia a dia de suas atividades facilita a caminhada e o desenvolvimento de um planejamento assertivo e que atenda a todos os interesses, sem colocar em risco a continuidade do empreendimento.

Contar com um CEO que pretende se afastar em algum momento futuro é uma maneira inteligente de construir a posteridade dos negócios, possibilitando a definição de:

  • uma visão de longo prazo;
  • preservação de valores e princípios familiares;
  • preservação de uma relação saudável entre os sócios;
  • definição de direitos, deveres e responsabilidades a serem assumidas por cada integrante no processo sucessório.

Para garantir a preservação do legado da empresa familiar, reduzir conflitos e fortalecer a gestão, é altamente recomendável implementar conselhos consultivos e comitês de sucessão. A inclusão de conselheiros externos nesse processo é um fator-chave para alcançar esses objetivos.

Agora que você sabe mais a esse respeito, sugerimos a leitura do post que apresenta as cláusulas restritivas no planejamento sucessório de empresas familiares!

Vitor Zenatto

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